15 December
Organismos geneticamente modificados, uma
opção sustentável?

O debate sobre os organismos geneticamente modificados (OGM´s) ou transgénicos está cada vez mais na ordem do dia. Existem posições antagónicas, defendidas por promotores e opositores, tanto em relação à existência de riscos para a agricultura (monocultura, uniformização global, quantidades de pesticidas), como para o ambiente (em relação à biodiversidade) e mesmo para a saúde (veja-se a polémica em torno da rotulagem de produtos com OGM). Apesar disto os OGM ganham bastante visibilidade, função da crise energética e alimentar, das notícias sobre a temática, mas também das consequências da aposta em agro combustível.
Serão os OGM uma opção sustentável?
Para podermos equacionar tal questão vamos perceber o que são e quais as suas implicações a vários níveis.
O QUE SÃO TRANSGÉNICOS – OGM´s?
Os OGM´s consistem em organismos cujo material genético foi alterado, inserindo um novo gene ou alterando os genes existentes, de modo a que seja produzida uma nova enzima ou proteína, que irá conferir ao organismo novas características, em princípio, mais proveitosas para o homem. Estes genes são provenientes de todo o tipo de seres vivos, e não têm necessariamente de ser provenientes de indivíduos de espécies aparentadas. Estas alterações no material genético são efectuadas através de uma panóplia de técnicas laboratoriais que não abordarei mas que se estiveres interessado poderás desenvolver.
AS SUAS APLICAÇÕES
Utilização em investigação científica e de interesse medicinal:
A expressão de determinado gene de um organismo noutro pode facilitar a compreensão da função desse mesmo gene.
No caso das plantas, por exemplo, espécies com um reduzido ciclo de vida podem ser utilizadas como "hospedeiras" para a inserção de um gene de uma planta com um ciclo de vida mais longo. Estas plantas transgénicas poderão depois ser utilizadas para estudar a função do gene de interesse mas num espaço de tempo muito mais curto. Este tipo de abordagem é também usado no caso de animais, com a mosca da fruta por exemplo.
Na medicina o primeiro caso tornado público aconteceu em finais da década 70,com a modificação da bactéria E. coli, de modo a produzir insulina humana. Um exemplo mais recente, já em 2007, foi o facto de uma equipa de cientistas conseguir desenvolver mosquitos bobucha resistentes ao parasita da malária, através da inserção de um gene que previne a infecção destes insectos pelo parasita portador da doença. Os investigadores esperam começar os testes de campo em Africa nos próximos cinco anos.

Produção de determinados compostos de interesse social, económico e comercial:
O seu efeito para benefício da economia mundial é polémico. Se por um lado os países pobres possuidores de grandes extensões de terra, poderiam cultivar os transgénicos como fonte de rendimento, por outro lado os países com uma boa economia baseada nos avanços da genética clássica, são contra as inovações tecnológicas dos transgénicos. Por seu lado a Europa não pode competir com as grandes extensões de terra de outros países e pode também comprometer as grandes empresas produtoras de herbicidas e pesticidas.
Sendo por alguns defendidos como solução da fome no mundo, outros contrapõem, nomeadamente o prémio Nobel da economia, alegando que o problema da fome não está ligado à escassez ou baixa produção de alimentos, mas à sua injusta distribuição.
Produção de produtos alimentares e de interesse agronómico:
Alimentos transgénicos são alimentos cuja semente foi modificada em laboratório. Os primeiros alimentos a serem modificados foram a soja e o milho. A utilização deste tipo de organismos tem desencadeado, no entanto, acesas discussões acerca da sua segurança em termos ambientais e de saúde pública.
Actualmente assiste-se a um acesso debate relativamente à inserção de alimentos geneticamente modificados (AGM) no mercado. Alguns mercados mundiais, tais como o da Europa e do Japão, rejeitam fortemente a entrada de alimentos com estas características, enquanto que outros, como os Norte e Sul-Americanos e o Asiático (com a excepção japonesa), têm aceite estas variedades agronómicas. Apesar de Portugal ter produzido milho transgénico em 1999, actualmente deixou de o produzir, limitando-se a importar produtos transgénicos. A Espanha é o maior produtor de produtos transgénicos da União Europeia.

-Aumento da produção de alimentos;
-Potencialização do valor nutricional dos alimentos;
-Desenvolvimento de espécies com características desejáveis;
-Maior resistência dos alimentos ao armazenamento e por períodos maiores;
-Resistência a pragas, doenças, insectos e a grandes quantidades de insecticidas;
-Redução do uso de compostos como herbicidas, pesticidas, fungicidas e certos adubos.

ASPECTOS NEGATIVOS DOS ALIMENTOS TRANSGÉNICOS
-Aumento do potencial de reacções alérgicas;
-Maior resistência a agros tóxicos e antibióticos nas pessoas e nos animais;
-Aparecimento de novos vírus;
-Eliminação de populações benéficas de animais e espécies de plantas, tais como abelhas, minhocas e outros;
-Empobrecimento da biodiversidade;
-Desenvolvimento de ervas daninhas resistentes aos herbicidas e poluição dos terrenos e lençóis de água pelo abuso de produtos agro tóxicos, que podem causar novas doenças e desequilíbrio da natureza;
-Desconhecimento das consequências da utilização dos alimentos geneticamente alterados, a longo prazo.


ENTÃO EM JEITO DE CONCLUSÃO: TRANSGÉNICOS SIM OU NÃO?
Como analisámos, a biotecnologia tem vindo a provocar alterações irreversíveis no nosso quotidiano. Da produção de novas sementes ao processamento das colheitas, do diagnostico de doenças ao aperfeiçoamento de novas técnicas de tratamento, a biotecnologia permite modificar processos e explorar novas oportunidades, algumas das quais imprevisíveis. No entanto as suas empolgantes promessas não devem fazer esquecer as questões legais, éticas, sociais e morais, principalmente no que aos organismos transgénicos diz respeito, uma vez que a ilimitada possibilidade dos processos biotecnológicos na manipulação genética constitui um perigo, pois que se desconhecem ainda a longo prazo os seus efeitos e consequências, devido à insuficiência de estudos e por vezes à parcialidade de alguns dos estudos realizados, que leva à especulação e exagero dos perigos apontados por consumidores e ambientalistas muitas vezes movidos por razões psicológicas, religiosas e comerciais, criando assim um ambiente desfavorável a um debate aberto.
Contudo será difícil negarmos a comercialização de OGM´S com base no risco que deles advêm. Todas as actividades do ser humano incorrem riscos e até o mais inocente acto pode ter consequências imprevisíveis e impensáveis”efeito borboleta”.
A sociedade de uma forma meticulosa, científica e imparcial deve analisar os riscos, assumi-los e tentar atenuá-los através de soluções seguras, se considerar proveitosos os progressos económicos e sociais que daí advêm.
O processo está ainda no seu início, no entanto parece-me sem retorno, mas enquanto a par do seu desenvolvimento, não for crescendo paralelamente o estudo isento dos seus efeitos, leia com atenção os rótulos do que consome e tenha cuidado com aquilo que coloca no seu prato!...
Leonardo Cardoso Nº15 10ºB
29/11/2008
Como é estruturada a Terra
Para conhecimento do interior da Terra é preciso efectuar muitas observações e consequentes estudos. Sabe-se que a Terra tem, em média, 6.400 Km de raio e, portanto, um estudo directo não poderá ir além de pequenas profundidades. De facto, para além das milhares de sondagens que se tem feito para prospecção de jazigos de petróleo e outros minerais as quais não excedem geralmente a profundidade de 2.500 metros (quando ultrapassam esta profundidade dizem-se ultra-profundas e não ultrapassam os 9.000 metros), efectuaram-se algumas sondagens ultra-profundas com o objectivo de se conhecer a constituição do interior da Terra. Contudo, a perfuração mais profunda atingiu a profundidade de 12.023 metros, realizada, em 1984, na Península de Kola (ex-URSS), o que corresponde a 0,19% do raio da Terra. A perfuração de poços de grande profundidade permite que se realizem importantes investigações no domínio da petrologia, paleontologia, geoquímica e geofísica. As minas que se destinam à exploração de recursos minerais não excedem os 4 Km de profundidade.

Diagrama mostra os principais métodos de estudo para a compreensão da estrutura interna da Terra.
O estudo aprofundado dos afloramentos rochosos à superfície são de grande importância para o conhecimento da estrutura interna da Terra. Algumas rochas que têm a sua origem em profundidade podem aflorar à superfície. Para isso é necessário que sejam submetidas a forças que as façam ascender e, posteriormente, sejam postas a descoberto pela erosão. O vulcanismo, no seu sentido limitado, é um fenómeno superficial, pois os produtos emitidos na superfície e a formação do aparelho vulcânico podem ser observadas directamente. Mas as causas do vulcanismo são de origem profunda. A matéria fundida (magma) que alimenta os vulcões forma-se no interior da Terra em consequência de perturbações do equilíbrio normal.
Para as zonas que ultrapassam os processos de observação directa, há que recorrer a outros métodos, chamados indirectos, como por exemplo o magnetismo, a sismicidade, o estudo dos meteoritos e a astro geologia, a fim de conhecer o que se passa naquelas zonas do nosso planeta.
25 November
Lua: actividade vulcânica
O estudo de imagens detalhadas do lado mais distante da Lua fizeram os cientistas japoneses acreditar que a actividade vulcânica no satélite da Terra é muito mais recente do que se pensava. Esta região intriga os investigadores há muito tempo principalmente por ser o lado que fica permanentemente oculto para a Terra.
Estas fotografias foram captadas pelas câmaras do satélite espacial nipônico Selene. Os investigadores japoneses afirmaram que a observação pode ajudar na compreensão da evolução da actividade vulcânica na Lua. Na opinião dos cientistas, as grandes planícies escuras possuem crateras que podem ser importantes para determinar a idade da superfície lunar.
Embora a comunidade cientifica afirme que a actividade vulcânica na lua tenha terminado à 3 Ma, esta equipa afirma que a actividade vulcânica é muito mais recente e que estudos anteriores terão identificado evidências de erupções ocorridas entre 1,5 e 2 Ma atrás. Estas erupções ajudam a explicar diversas crateras existentes, que se relacionam com uma fonte calórica e a evolução da superfície lunar, para além disso os movimentos vulcânicos deixam vestígios que actualmente formam o solo da Lua.
Cientistas confirmam a existência de raios no planeta Vénus
Cientistas confirmam a existência de raios no planeta Vénus
Cientistas da ESA (European Space Agency), a agência espacial europeia, confirmaram a existência de raios na atmosfera do planeta Vénus. Imagens da superfície do planeta foram captadas pela sonda Magellan, da NASA, e confirmam uma teoria de 1978, que discutia a possibilidade da ocorrência de raios no planeta.
Segundo o físico Stanislav Barabash, a confirmação de relâmpagos indica a existência de uma grande fonte de energia e que pode alterar a química da atmosfera do planeta. "Estes são os primeiros resultados globais iniciados pela sonda Vénus Express em 2006, e que está no apogeu de sua trajectória", comentou Dmitri Titov, coordenador científico da missão da ESA.
Os resultados de análises químicas da atmosfera do planeta e uma cartografia técnica de sua superfície deverão ser divulgados nos próximos meses.
Em 2006, os cientistas já comprovaram que toda a água existente em Vénus no passado evaporou, deixando apenas alguns rastos na sua superfície. A água evaporou devido ao excesso de CO2 e de calor existentes ao longo dos anos.
Mesmo sendo parecido com a Terra em volume e massa, o planeta possui muitas diferenças na superfície, como a presença de 96.5% de dióxido de carbono na atmosfera. Por ter maior proximidade com o Sol e devido ao efeito de estufa, as temperaturas chegam a ser superiores a 450°C.

Vénus, o planeta mais brilhante do Sistema Solar também é coberto por uma camada atmosférica quente de uma espessura de quase 100 km. Tendo uma atmosfera muito instável, Vénus tem ventos que podem passar de 200km/h para 400km/h. "Os oceanos desapareceram! Só há três centímetros de água na atmosfera", afirma Barabash.
Uma justificativa apontada pelos cientistas da ESA, para a eliminação das superfícies aquáticas seria a numerosa presença de hidrogénio pesado nas moléculas de água, 150 vezes superior a das moléculas terrestres.
Acreditando que os raios ocorram em toda a atmosfera de Vênus com a mesma intensidade da região observada, teriam cerca de 50 raios por segundo, sendo um valor próximo ao registrado na Terra. A descoberta traz a tona aspectos intrigantes, pois as nuvens de Vénus se assemelham mais às nuvens associadas a condições de neblina do que nuvens de tempestade, que são nuvens típicas associadas à ocorrência de raios na Terra.A existência de raios em Vênus também permite estudar seu impacto sobre a química da atmosfera do planeta, o que nos pode ajudar a compreender melhor o papel dos raios na química da atmosfera terrestre.

Artigo publicado por: Maria Beatriz, nº18, 10ºB
23 November
Micróbios podem ajudar a conhecer primeiras formas de vida na Terra
As marcas biológicas deixadas por micróbios em rochas há milhares de milhões de anos podem ajudar a saber como e quando surgiu a primeira forma de vida na Terra.Uma equipa científica liderada por Kevin Lepot, do Instituto de Física do Globo de Paris, conseguiu detectar esses rastos de micróbios ao analisar estratos de estromatólitos procedentes do interior da Austrália que se formaram há 2.000 milhões de anos.
Estromatólitos - São estruturas carbonadas de rocha formadas por camadas de algas com lodo no seu interior, são frequentemente associados às primeiras formas de vida na Terra.
O estudo assinala que entre essas estruturas microscópicas foram identificados os cristais do mineral aragonito mais antigos encontrados até agora.
Graças a técnicas mais avançadas, os investigadores identificaram partículas microscópicas, incluindo o aragonito, que apontam para uma relação entre essas rochas e os micróbios.
Assim é possível conhecer as primeiras formas de vida na Terra.
Kevin Lepot
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=24941&op=all
João Ramos
nº14 10ºB
18 November
Fissão e Fusão Nuclear
A população da Terra tem uma grande necessidade de energia para as suas inúmeras actividades. Para satisfazer tais necessidades, actualmente è produzida muita energia eléctrica através da queima de combustíveis fósseis, como o carvão ou o gás natural. Este é no entanto um processo sem futuro, devido à enorme libertação de gases nocivos para atmosfera como o dióxido de carbono. Neste contexto para minorar o problema da libertação de gases com efeito de estufa, surgiu a utilização de energia nuclear que consiste no uso controlado das reacções nucleares para a obtenção de grandes quantidades de energia para geração de electricidade. Esta energia pode ser obtida através de reacções de fusão ou fissão.
Na fissão nuclear um núcleo pesado dá origem a dois ou mais núcleos leves, libertando grandes quantidades de energia. Processo utilizado nos reactores das centrais nucleares em que se produz energia eléctrica à custa do calor libertado nestas reacções.
A Fissão nuclear do urânio é hoje em dia muito utilizada em centrais nucleares por todo o mundo. Embora esta energia seja de baixo custo, e produza grandes quantidades de energia, tem pesados custos para o ambiente, pois produz muitos resíduos radioactivos que podem contaminar o ambiente, e existe sempre o perigo de um desastre, como aconteceu em Chernobil, onde houve centenas de mortes e complicações (mutações) devido à radiação libertada.

Na fusão nuclear dois núcleos leves originam por colisão um núcleo pesado, obtendo-se também enormes quantidades de energia. O Sol, é um gigantesco reactor nuclear de fusão.
Apesar do homem ainda não ter conseguido encontrar uma forma de controlar a fusão nuclear como acontece com a fissão, as vantagens de tal feito seriam imensas. Esta reacção liberta quantidades de energia ainda maiores que as libertadas na reacção de fissão, e com baixos custos, tornando-a uma fonte de energia extremamente rentável.
Os combustíveis necessários a esta reacção são o deutério, um isótopo do hidrogénio que se encontra na água e o trítio, também um isótopo do hidrogénio , também bastante abundante na Terra.
O lixo resultante é bem menos perigoso, contendo apenas um nuclído radioactivo (trítio) com uma vida-média relativamente curta, ou seja, o decaimento deste material é de 12,5 anos, muitíssimo mais rápido que no caso da fissão. Esta reacção não liberta gases poluentes para a atmosfera.
Na produção desta energia não existe o perigo de acidentes nucleares visto que as falhas conduzem à paragem dos processos.
Esta energia é considerada por muitos uma fonte de energia limpa, praticamente inesgotável, segura, amiga do ambiente e economicamente atractiva, capaz de proporcionar uma solução global, de larga escala, para o desenvolvimento sustentável da nossa sociedade.
Prevê-se que a fusão nuclear seja uma realidade comercial na segunda metade do séc XXI.
Esta poderá vir a ser uma possível solução para os problemas energéticos da humanidade.
Rita Pereira
Nota: não consegui introduzir as imagens de esquemas de fissão e fusão que tinha.
13 November
É urgente proteger o planeta!
Pegada ecológica
Cada ser vivo necessita de uma certa quantidade de espaço natural produtivo para sobreviver. Os humanos, pelo menos neste aspecto, são semelhantes às outras espécies. Na verdade, a nossa sobrevivência depende da existência de alimentos, de uma fonte constante de energia, da capacidade dos vários resíduos que produzimos serem absorvidos (e assim deixarem de constituir uma ameaça para o planeta) e da disponibilidade de matérias-primas para os diversos processos produtivos. Contudo, nas últimas décadas o consumo de recursos tem aumentado descontroladamente (e, consequentemente, também a poluição), bem como a população mundial, pelo que o espaço físico terrestre não é suficiente para nos sustentar se continuarmos a viver de acordo com os padrões de vida actuais. Assim, para assegurar a existência de condições favoráveis à vida que ainda hoje existe teremos então que viver de acordo com a capacidade do nosso planeta, ou seja, de acordo com o que a Terra pode fornecer e não com o que gostaríamos que fornecesse...
Avaliar até que ponto o nosso impacte já ultrapassou o limite é, portanto, essencial, pois só assim somos capazes de avaliar se vivemos de forma sustentável, isto é, se gerimos os recursos terrestres de forma a satisfazer as necessidades das sociedades actuais, mas sem comprometer as das gerações futuras.
E assim "nasceu" o conceito de Pegada Ecológica. Criada por William Rees e Mathis Wackernagel, a Pegada Ecológica permite calcular a área de terreno produtivo necessária para sustentar o nosso estilo de vida, ou seja, é a "marca" que deixamos no ambiente em virtude da quantidade de recursos que consumimos para manter o nosso estilo de vida e a quantidade de resíduos produzidos em consequência deste consumo.

Devido à mensagem simples e facilmente perceptível que a pegada transmite, esta tem um potencial muito elevado ao nível da sensibilização e educação ambiental. O cálculo da Pegada Ecológica faz hoje parte de uma grande e importante campanha da organização canadiana Redefining Progress e dos famosos Living Planet Reports da WWF. Assinalem-se ainda as dezenas de cálculos da Pegada Ecológica de municípios um pouco por todo o mundo e de 50 países. Para assinalar o Dia da Terra (22 de Abril) foi desenvolvida uma calculadora que permite, através da resposta a diversas perguntas, calcular a pegada individual.
Componentes da Pegada Ecológica
Para calcular a Pegada Ecológica é necessário somar o contributo de vários impactes ambientais parcelares, que se traduzem em diferentes áreas com uma determinada função:
- energia fóssil (energy land): a Pegada Ecológica parte do princípio que o aumento sistemático da concentração de CO2 na atmosfera não é sustentável, já que está relacionado com o efeito de estufa e consequentes alterações climáticas. (as quais, por sua vez, levam a rupturas no equilíbrio dos ecossistemas);
- terra arável (bioproductive land): área de terreno agrícola necessária para suprir as necessidades alimentícias da população. Integra os terrenos mais produtivos. Em todo o mundo existem cerca de 1,35 mil milhões de hectares de terrenos aráveis, dos quais 10 milhões já foram perdidos devido à erosão e desertificação. Em média, isto significa que existem menos de 0,25 ha/cap;
- pastagens: área necessária para apascentar o gado. Trata-se de uma terra menos fértil do que a anterior, estando disponíveis 3,35 mil milhões de hectares em todo o mundo, ou seja, 0,6 ha/cap. Sabe-se que, infelizmente, a expansão das pastagens tem sido obtida recorrendo, sobretudo, ao abate de extensas manchas florestais;
- floresta (biodiversity): área de floresta necessária para fornecer madeira, seus derivados, e outros produtos florestais não lenhosos. Com cerca de 3,44 mil milhões de hectares em todo o mundo, estão disponíveis 0,6 ha/cap (tendo em conta que são as florestas que absorvem grande parte do CO2 atmosférico, este facto é alarmante, pois a atmosfera terrestre está a ficar cada vez mais densa, com graves repercussões para a vida existente). A maior parte das florestas "sobreviventes" ocupa terrenos pouco produtivos, com a excepção de algumas zonas ainda não "tocadas" pelo Homem. ;
- área urbanizada (built land): área construída (cerca de 0,03 ha/cap) e, portanto, de solo completamente degradado. Presume-se que apresenta uma produtividade igual à das terras aráveis, visto que a maioria das zonas urbanas se situa sobre solos com elevado potencial agrícola, mas na verdade esta suposição é exagerada e a produtividade média destas terras deverá ser bastante inferior, aumentando assim a Pegada Ecológica;
- mar (bioproductive sea): cobre 36,6 mil milhões de hectares, ou cerca de 6 ha/cap. Porém, apenas cerca de 0,5 destes 6 hectares são responsáveis por 95 % da produção marítima, que ocorre fundamentalmente no litoral. Em termos mássicos, isto corresponde aproximadamente a 18 kg de peixe por ano, dos quais apenas 12 chegam às mesas. A produtividade é bastante reduzida visto que as espécies mais apreciadas se situam em níveis tróficos elevados. Curiosamente, medir a actividade ecológica do mar através de áreas faz sentido, visto que tanto os processos fotossintéticos e as trocas gasosas entre água e atmosfera são proporcionais à superfície envolvida.

Qual a minha Pegada Ecológica?
Para saberes qual a tua Pegada Ecológica e que danos estás a provocar no nosso planeta vai a:
http://www.earthday.net/footprint/flash.html (informação em inglês)
Se tiveres curiosidade e quiseres saber a situação actual relativa à Pegada Ecológica de grande parte das Nações vai a:
http://www.esb.ucp.pt/gea/myfiles/pegada/nacoes.htm (informação em português)
Como reduzir a minha pegada ecológica?
Tendo em conta que a exagerada pegada ecológica actual do Homem está a levar a uma destruição do nosso planeta, temos que aprender a tomar algumas medidas que visam melhorar e, se possível, inverter a presente situação:
Alimentos
- Preferência pelo consumo de produtos nacionais ou produzidos localmente, alimentos da época e produzidos através da agricultura biológica;
- Incremento da produção local de alimentos, nos quintais e hortas existentes;
- Adopção de uma alimentação preferencialmente à base de cereais e vegetais, em vez da carne e peixe;
- Redução do consumo de "fast food".

Figura 3 - "contributos" alimentícios para a Pegada Ecológica
Bens de consumo
- Redução do nível de consumo, principalmente de bens supérfluos (que não são necessários);
- Preferência de produtos "amigos do ambiente", duradouros, reciclados ou recicláveis;
- Reutilização e reaproveitamento de bens, comprados em segunda mão;
- Poupança de energia e água através de simples práticas caseiras, como o isolamento térmico, utilização de lâmpadas e aparelhos eléctricos de baixo consumo, diminuição do volume de água do autoclismo...;
- Se for viável, investimento em painéis solares ou outras formas de energia renovável.

Figura 4 - energias renováveis (solar e eólica)
Transportes
- Utilização preferencial dos transportes públicos, principalmente ferroviários;
- Sempre que possível andar a pé ou de bicicleta;
- Manutenção frequente da viatura particular, compra de carros de baixo consumo e abastecidos a gasolina sem chumbo (preferencialmente).

Figura 5 - "peso" dos aparelhos que funcionam a combustíveis fósseis para a Pegada Ecológica
Serviços públicos
- Adopção de formas de recreio e turismo com menores impactes ambientais (ecoturismo).

Figura 6 - ecoturistas
Resíduos
- Compostagem de resíduos orgânicos no jardim ou quintal de casa;
- Reciclagem de papel, vidro, plástico, embalagens, pilhas e latas (ecopontos);
- Reutilização e reaproveitamento de bens e utilização de sacos de compras reutilizáveis;
- Comprar preferencialmente produtos que não venham envolvidos em embalagens excessivas.


Figura 8 - ecopontos e compostagem (respectivamente)
Pedro Faustino
nº21 10ºB
09 November
A POLUIÇÃO NÃO E SÓ UM PROBLEMA DO NOSSO PLANETA.
A Poluição não e só um problema do nosso planeta, mas também um problema do espaço exterior.
Os Detritos espaciais, também chamados lixo espacial, são objectos criados pelos humanos e que se encontram em órbita a volta da Terra.
Os Detritos tanto podem ser pequenas peças, como por exemplo, ferramentas e luvas, como também podem ser peças grandes, como restos de foguetes e satélites desactivados que congestionam o espaço em volta da Terra - como exemplo, os antigos satélites soviéticos e que causam risco de acidentes graves, tanto em órbita (pelo risco de possíveis colisões), tanto numa possível reentrada dos detritos na atmosfera terrestre.
Os detritos espaciais tornaram-se uma crescente preocupação nos últimos anos pelo fato de que colisões na velocidade orbital podem ser altamente danosas ao funcionamento de satélites, pondo também em risco os astronautas.
Em 1958, os Estados Unidos lançaram o seu segundo satélite, de nome Vanguard I, que operou durante 6 anos.
Após a sua desactivação, este tornou-se uma das mais antigas peças de lixo espacial.
Em recente sondagem foi confirmado que a relíquia permanece em órbita, sendo portanto o detrito espacial mais antigo em órbita actualmente.Fig.1 - Buraco causado por um detrito espacial no satélite SolarMax.
A maioria desses objectos volta para a Terra, atraídos pela gravidade, em poucas semanas depois, devido às órbitas onde foram soltos e dado o seu tamanho, são facilmente atraídos durante a reentrada na atmosfera do planeta.
Factos como esses não são de grande importância na problemática do lixo espacial. Por outro lado, eventuais colisões entre os objectos (que podem gerar mais peças) constituem o principal problema referente a estes detritos.
Em Outubro de 1999, a Estação Espacial Internacional, também realizou uma manobra evasiva. Os detritos consistiam em restos do foguete Pegasus, que segundo cálculos passariam a uma distância de 1,4 km da estação. A manobra foi realizada com o accionamento do foguete do Módulo de Controlo Zarya, durante 5 segundos.
Isso elevou a estação em cerca de 1,6 km e os detritos passaram a cerca de 25 km da estação.
Em Outubro de 2008, após mais uma manobra para evitar colisão com um detrito residual de um satélite Cosmos, a ISS já somava um total de oito manobras evasivas, sendo que as sete primeiras ocorreram nos anos iniciais do programa: de Outubro de 1999 a Maio de 2003.
Durante os 10 anos de funcionamento da estação espacial MIR, foi libertado, detritos espaciais.
Como objectivo de suavizar a geração seguinte de mais lixo espacial foram propostas várias medidas:
A NASA, em 1995, foi a primeira agência espacial a estabelecer procedimentos para a minimização dos detritos. Dois anos depois, o governo dos EUA desenvolveu um conjunto de Práticas Padrões para Mitigação dos Detritos Espaciais, baseado nos parâmetros da NASA.
Em 2002 houve um consenso entre as agências espaciais de 10 países sobre o assunto. Formularam então um conjunto de linhas-de-conduta, que foi formalmente apresentado à ONU em Fevereiro de 2003.
Tirar os satélites de órbita logo no final de suas vidas operacionais também seria uma efectiva medida de mitigação.
Há também propostas para "varrer" o lixo orbital de volta para a atmosfera da Terra, utilizando rebocadores automatizados, vassouras de laser para vaporizar ou amontoar as partículas em órbitas de queda rápida, e, eventualmente, cair na Terra com o lixo dentro.
Entretanto, a maior parte do esforço está ser direccionado para a prevenção de colisões, acompanhando os detritos de maior largura, prevenindo a formação de mais detritos.
Outras ideias, ainda, incluem a reunião dos objectos mais largos numa espécie de "aterro orbital", onde poderiam ter alguma utilidade futura, enquanto se mantêm fora de vista.
A POLUIÇÃO NÃO É SÓ UM PROBLEMA DO NOSSO PLANETA.
Diogo Gomes Ventura
Nº26 10ºB
07 November
OS ADEPTOS DO CALOR TERÃO VERÃO DE 6 EM 6 MESES DAQUI A 50 ANOS
Quem gosta de sol ficará contente, os outros nem por isso, mas a verdade é que, segundo os especialistas em alterações climáticas, daqui a 50 anos o Verão irá durar seis meses.
A Primavera em Portugal já tem mais dez dias e o Verão prepara-se para durar cinco ou seis meses daqui por 50 anos, afirma o especialista em alterações climáticas Filipe Duarte Santos, em declarações à Lusa.
"Com o aumento da temperatura média, o que nós chamamos o tempo de Verão vai prolongar-se. Daqui a 50 anos, em vez de dois ou três meses de Verão, vamos ter cinco ou seis", esclareceu.
Em Portugal, o calor está a chegar mais cedo e permanece depois do Verão acabar: "A temperatura de conforto para ir à praia, que é de 21 ou 22 graus, está a registar-se em mais dias do ano", diz o coordenador científico dos centros de investigação do Instituto de Meteorologia, Pedro Viterbo.
As estatísticas dos últimos 20 anos indicam que o aumento de temperatura é da ordem dos 0,47 graus por década e que a temperatura máxima tem subido durante o Verão (21 de Junho a 21 de Setembro).
"Como a variação entre Maio e Junho é de um grau a um grau e meio, pode dizer-se que a temperatura de conforto para ir à praia está a ser antecipada", explica o investigador do Instituto de Meteorologia.
Também na chuva se registam alterações e a coisa pode piorar nos próximos anos já que é previsível que se concentre mais no Inverno e deixe de ser tão distribuída ao longo do ano.
É com base nas alterações de precipitação e temperatura, também características de cada estação do ano, que Pedro Viterbo revela que nem na meteorologia a tradição é o que era já que "a transição do Inverno para a Primavera [a 21 Março] tem acontecido mais cedo, cerca de dez dias a meio mês".
Esta alteração das estações do ano é apenas meteorológica, pois o que as caracteriza é a duração dos dias e noites, que aumentam ou diminuem ao longo do ano consoante a inclinação do eixo da Terra face ao Sol.
A mudança do clima verifica-se em todo o mundo, estando os cientistas convictos de que o único responsável por estas mudanças é só o homem com a sua acção poluidora, nomeadamente no sector dos transportes.
As últimas previsões da comunidade científica apontam para um aumento da temperatura entre os 1,9 e 4,6 graus nas próximas décadas, uma maior frequência das ondas de calor e uma subida do nível do mar agravada pelo derretimento de gelo do Pólo Norte.
Em reacção a todas estas alterações climáticas só agora os governos começam a estudar estratégias de adaptação, reconhecendo que as boas novas para os veraneantes constituem um perigo para as economias e para a saúde pública.
Maria Belo nº 19 10º B
04 November
Grupo de pesquisadores encontra planeta extra-solar habitável
Um grupo europeu de pesquisadores acaba de descobrir um planeta fora do Sistema Solar que é muito parecido com a Terra, com potenciais condições para abrigar vida.
Dos três planetas conhecidos que orbitam uma estrela chamada Gliese 581(menor e mais fria que o Sol), ele é o que se enconta no meio; este novo planeta é o mais interessante, localiza-se a 20,4 anos-luz de distância e possui "apenas" cinco vezes a massa da Terra (é o menor já detectado) e tem um ano que dura uns míseros 13 dias.
Embora esteja muito mais próximo de Gliese 581 do que a Terra do Sol, como sua estrela é muito menos brilhante, a sua órbita encontra-se na chamada Zona de Habitabilidade (é a região em que um planeta não fica nem muito quente, nem muito frio, e pode abrigar água em estado líquido - principal característica essencial à vida).

O grupo liderado por Michel Mayor, do Observatório de Genebra, na Suíça, estima que a temperatura média nesse “mundo” fique entre os 0 e os 40 graus Celsius - não muito diferente da Terra, cuja temperatura média é de 15 graus.
Dúvidas:
Tudo sobre esse planeta permanece em aberto. O que inclui, naturalmente, as características mais essenciais sobre esse mundo. "Nós acreditamos que este seja um planeta rochoso, parecido com a Terra, com alguns oceanos", disse Mayor. "Entretanto, alguns modelos sugerem que este pode ser o que se chama de 'planeta-oceano', com muito mais água do que a Terra."
No Sistema Solar, não existe nenhum exemplo de planeta-oceano. "Mas os modelos teóricos mostram que poderia existir noutros lugares", explica Mayor. Para isso era preciso que o planeta se formasse mais distante da estrela, onde há mais gelo, e depois migrasse para o interior do sistema. Uma bela porção da massa total criaria um oceano global, com muitos quilómetros de profundidade.
Com base nas informações disponíveis, é impossível dizer se o astro recém-descoberto é mais parecido com a Terra ou com um planeta-oceano, mas o facto é que, em ambos os casos, a presença de água líquida estaria garantida. Para a maioria dos cientistas, essa é a pré-condição básica para a evolução da vida.
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Claro, entre poder ter vida e tê-la vai uma longa distância, e os astrónomos dizem que ainda serão precisas algumas décadas de pesquisa até que os instrumentos sejam capazes de procurar evidências de vida nesses planetas.
A conclusão mais convincente, entretanto, é que a descoberta mostra evidências de que o Universo deve estar cheio de planetas parecidos com a Terra. A estrela Gliese 581 é uma das cem mais próximas do Sol. Está a 20,4 anos-luz de distância - o que não é tão longe; em termos astronómicos, é logo ali.
Maria Domingues, nº 17, 10ºB