06 December
"A reacção do planeta Terra ..."
O Vulcanismo e o Aquecimento do Planeta Terra
Dados de um estudo recente do Centro de Oceanografia e Ciências Atmosféricas da Universidade do Oregon, nos Estados Unidos, indicam uma ligação entre a actividade vulcânica e o aquecimento global ocorrido há 55 milhões de anos no planeta Terra.
Este estudo, publicado pela revista Science, refere que, durante o "Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno" (PETM), uma intensa actividade vulcânica localizada na Gronelândia e na região ocidental das Ilhas Britânicas, há 55 milhões de anos, teve como consequência um aumento de 5 ºC nos trópicos e mais de 6 ºC no Árctico.
Este aquecimento deu-se devido à contaminação atmosférica resultante da actividade vulcânica e consequente aumento de temperatura da água dos oceanos. Estes, por essa razão, tornaram-se mais ácidos, levando à extinção de seres vivos.
A ligação entre a actividade vulcânica e o aquecimento global resultou do estudo da correlação dos registos fósseis examinados pelos cientistas, verificando que o PETM se caracterizou por enormes mudanças na composição carbono-isotópica dos oceanos e pela corrosão das camadas de plâncton e extinção de alguns organismos do fundo dos oceanos.
Com este estudo pode constatar-se a importância da interpretação da reacção do planeta Terra a uma situação de aquecimento global, onde existe uma crescente concentração de gases poluentes na atmosfera, evidenciando que o planeta Terra reage de forma prejudicial aos seres vivos em situações de aquecimento provocadas por fenómenos naturais ou resultantes da actividade humana.
Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1577354-EI8278,00.html
Duarte Carreiro n.º 7 10.º B
05 December
Metade da população portuguesa não faz o teste da SIDA por vergonha!
Estudo pioneiro avalia reacções e sentimentos dos portugueses em relação à SIDA
Cerca de 80% das pessoas associa a SIDA ao medo e este sentimento é capaz de as impedir de irem ao médico só para não se confrontarem com eventuais resultados. Esta é uma das principais conclusões do estudo "A Opinião Pública Portuguesa e a SIDA - Ultrapassar a Era do Medo", realizado junto da população portuguesa sobre o medo face à doença.
Algumas (das muitas) conclusões retiradas do estudo:
- Um em cada três portugueses conhece uma pessoa seropositiva.
- Metade da população inquirida tem receio em fazer testes para
diagnóstico da SIDA por vergonha.
- Existe um nível significativo de desconhecimento face aos comportamentos de risco associados à SIDA.
- O medo e a injustiça são os principais sentimentos gerados pela SIDA.
- 93% consideram que as pessoas com SIDA são discriminadas e só 37% consideram que a discriminação tem diminuído em Portugal.
(baseado num inquérito realizado junto de 603 portugueses, entre os 18 e os 65 anos, sobre temas de saúde publica.)
Mundial da Luta Contra a SIDA - Dia 1 de Dezembro

Saiba o que é a SIDA, como se transmite, como se pode prevenir e como se trata.
A sida (Síndroma da Imunodeficiência Adquirida) é uma doença não hereditária causada pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH ou HIV - na língua inglesa) que enfraquece o sistema imunitário do nosso organismo, destruindo a nossa capacidade de defesa em relação a muitas doenças.
Quais são as formas de transmissão do VIH?
- Transmissão sexual
- A partilha de seringas, agulhas, escova de dentes, lâminas de barbear e/ou material cortante
- Da mãe para o filho durante a gravidez, parto e/ou amamentação. (Se a mãe estiver infectada).
Como não se transmite o VIH?
- Através do ar, alimentos, água, picadas de insectos e outros animais, louça, talheres, sanitas ou qualquer outro meio que não envolva sangue.
- Através da urina, suor, lágrimas, fezes, saliva, secreções nasais ou vómitos, desde que estes não tenham sangue misturado;
- Através de contactos sociais, como o beijo na face, um abraço ou um aperto de mão.
Joana. nº9 10ºB
Projecto pioneiro de sequestração de dióxido de carbono em minas de carvão.
Actualmente, a emissão de CO2 para a atmosfera é feita de modo extremamente excessivo. A acumulação deste gás com efeito de estufa na atmosfera provoca graves consequências para o nosso planeta, nomeadamente as alterações climáticas bastante prejudiciais. Porém, a quantidade de CO2 emitido também pode levar ao pagamento de multas. Esta consequência leva ao uma maior acção por parte dos responsáveis pois o dinheiro faz girar o Mundo.
04 December
"A reacção do planeta Terra ..."
O Vulcanismo e o Aquecimento do Planeta Terra
Dados de um estudo recente do Centro de Oceanografia e Ciências Atmosféricas da Universidade do Oregon, nos Estados Unidos, indicam uma ligação entre a actividade vulcânica e o aquecimento global ocorrido há 55 milhões de anos no planeta Terra.
Este estudo, publicado pela revista Science, refere que, durante o "Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno" (PETM), uma intensa actividade vulcânica localizada na Gronelândia e na região ocidental das Ilhas Britânicas, há 55 milhões de anos, teve como consequência um aumento de 5 ºC nos trópicos e mais de 6 ºC no Árctico.
Este aquecimento deu-se devido à contaminação atmosférica resultante da actividade vulcânica e consequente aumento de temperatura da água dos oceanos. Estes, por essa razão, tornaram-se mais ácidos, levando à extinção de seres vivos.
A ligação entre a actividade vulcânica e o aquecimento global resultou do estudo da correlação dos registos fósseis examinados pelos cientistas, verificando que o PETM se caracterizou por enormes mudanças na composição carbono-isotópica dos oceanos e pela corrosão das camadas de plâncton e extinção de alguns organismos do fundo dos oceanos.
Com este estudo pode constatar-se a importância da interpretação da reacção do planeta Terra a uma situação de aquecimento global, onde existe uma crescente concentração de gases poluentes na atmosfera, evidenciando que o planeta Terra reage de forma prejudicial aos seres vivos em situações de aquecimento provocadas por fenómenos naturais ou resultantes da actividade humana.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1577354-EI8278,00.html
Duarte Carreiro n.º 7 10.º B
22 November
Energias Renováveis
Energias renováveis

Energia renovável é aquela que é obtida de fontes naturais capazes de se regenerar, e portanto inesgotáveis, ao contrário dos recursos não-renováveis. São conhecidas pela imensa quantidade de energia que produz. As energias renováveis são consideradas como energias alternativas ao modelo energético tradicional, tanto pela sua disponibilidade (presente e futura) garantida (diferente dos combustíveis fósseis que precisam de milhares de anos para a sua formação) como pelo seu menor impacto ambiental.
Há vários tipos de energias renováveis, as mais usadas são a energia solar, energia eólica, energia hidráulica, energia mareomotriz, energia geotérmica e energia da biomassa.
Energia Solar
A energia solar é aquela energia obtida pela luz do Sol, pode ser captada com painéis solares. É uma fonte de vida e de origem da maioria das outras formas de energia na Terra. A cada ano a radiação solar trazida para a terra leva energia equivalente a vários milhares de vezes a quantidade de energia consumida pela humanidade. Escolhendo uma boa radiação solar, esta pode ser transformada em outras formas de energia como calor ou electricidade usando painéis solares.
Energia Eólica
A energia eólica é a energia obtida pela acção do vento, ou seja, através da utilização da energia cinética gerada pelas correntes aéreas. A energia eólica está associada com o movimento das massas de ar que movem a partir de zonas de alta pressão do ar para as zonas adjacentes de baixa pressão, com velocidades proporcionais a gradiente de pressão.
Energia Hidráulica
A energia hidroeléctrica é a energia que se produz em barragens construídas em cursos de água. O potencial da energia acumulada nas cascatas pode ser convertido em electricidade. As centrais hidroeléctricas aproveitam a energia dos rios para funcionar uma turbina que move um gerador eléctrico..
Energia Mareomotriz
A energia das ondas é a energia que se obtém a partir do movimento das ondas, a das marés ou da diferença de temperatura entre os níveis da água do mar. Ocorre devido à força gravitacional entre a Lua, a Terra e o Sol, que causam as marés, ou seja, a diferença de altura média dos mares de acordo com a posição relativa entre estes três astros. Esta diferença de altura pode ser explorada em locais estratégicos como os golfos, baías e estuários que utilizam turbinas hidráulicas na circulação natural da água, junto com os mecanismos de canalização e de depósito, para avançar sobre um eixo. Através da sua ligação a um alternador, o sistema pode ser usado para a geração de electricidade, transformando, assim, a energia das marés, em energia eléctrica, uma energia mais útil e aproveitável.Energia Geotérmica
A energia geotérmica é aquela que pode ser obtida pelo homem através do calor dentro da terra. A geotermia consiste no aproveitamento de águas quentes e vapores para a produção de electricidade e calor. Parte do calor interno da Terra (5.000 °C) chega à crosta terrestre. Em algumas áreas do planeta, próximas da superfície, as águas subterrâneas podem atingir temperaturas de ebulição, e, dessa forma, servir para impulsionar turbinas para electricidade ou aquecimento.
Energia da Biomassa
A energia da biomassa é a energia que se obtém durante a transformação de produtos de origem animal e vegetal para a produção de energia calorífica e eléctrica. Na transformação de resíduos orgânicos é possível obter biocombustíveis, como o biogás, o bioálcool e o biodiesel. A formação de biomassa a partir de energia solar é realizada pelo processo denominado fotossíntese, pelas plantas que, por sua vez, está adicionando a cadeia biológica. Através da fotossíntese, plantas que contêm clorofila transformam o dióxido de carbono e a água mineral a partir de produtos sem valor energético, em materiais orgânicos com alto teor energético e, por sua vez, servem de alimento para os outros seres vivos. A biomassa através destes processos armazena a curto prazo a energia solar sob a forma de carbono. A energia armazenada no processo fotossintético pode ser posteriormente transformada em calor, electricidade ou combustível a partir de plantas, liberando novamente o dióxido de carbono armazenado.
Energias Não-Renováveis
Energia não-renovável é aquela cujo ritmo de produção é muito inferior ao ritmo de consumo. Os combustíveis fósseis são fontes não-renováveis. Em algum momento, vai acabar, e talvez pode ser necessário dispor de milhões de anos de evolução semelhante para contar novamente com eles. As principais são a energia nuclear e combustíveis fósseis (petróleo, gás natural e carvão).
Combustíveis Fósseis
Os combustíveis fósseis podem ser usados na forma sólida (carvão), líquida (petróleo) ou gasosa (gás natural). São acumulações de seres vivos que viveram há milhões de anos e que foram fossilizados formando carvão ou hidrocarbonetos. No caso do carvão encontra-se em bosques e florestas nas zonas húmidas, e no caso do petróleo e do gás natural de grandes massas de plâncton marinho acumulado no fundo do mar. Em ambos os casos, a matéria orgânica foi parcialmente decomposta por falta de oxigénio, de forma que foram armazenadas moléculas com ligações de alta energia. A energia fóssil é retirada através do petróleo, gás ou carvão. Esses resíduos - hidrocarbonetos - provêm da decomposição de organismos vivos durante eras geológicas, pela acção da temperatura, pressão e certas bactérias.
Energia Nuclear
Os núcleos atómicos de elementos pesados como o urânio, podem ser desintegrados (fissão nuclear) e liberar grande quantidade de energia. Centrais termonucleares usam essa energia para produzir electricidade utilizando turbinas a vapor. Uma consequência da actividade de produção deste tipo de energia, são os resíduos nucleares, que podem levar milhares de anos para desaparecer e perder a radioactividade.
João Viana nº11 10ºB
18 November
Vesuvio ameaça novamente a cidade de Pompeia.
Vesúvio
O Vesúvio é um vulcão activo que expele material em fluxo intenso. Localiza-se em Nápoles, e atinge uma altura de 1281 metros.

O Vesúvio é também um vulcão misto (designa-se de vulcão misto pois ao longo do seu período de actividade, ocorreram erupções alternadas), que se encontra em margens de placas tectónicas destrutivas, limites convergentes. O magma, rico em sílica, tem essencialmente origem no material da própria placa. As lavas produzidas são muito viscosas e solidificam rapidamente, formando um relevo vulcânico com vertentes abruptas.
A cidade de Pompeia
Pompeia foi outrora uma antiga cidade do Império Romano situada nos redores de Nápoles, na Itália. A antiga cidade foi destruída durante uma grande erupção do vulcão Vesúvio em 24 de Agosto do ano 79 d.C..
A erupção do vulcão provocou uma intensa chuva de cinzas que sepultou completamente a cidade, que se manteve oculta por 1600 anos antes de ser reencontrada. As cinzas e lama moldaram os corpos das vítimas, permitindo que fossem encontradas do modo exacto em que foram atingidas pela erupção do Vesúvio. Desde então, as escavações proporcionaram um sítio arqueológico extraordinário, que possibilita uma visão detalhada na vida de uma cidade dos tempos de Roma.
Figura 3- Centro Arqueológico de Pompeia
Depois da última erupção até à actualidade não se tinham verificado sinais deste vulcão. Agora, o vulcão Vesúvio, que há mais de 2 mil anos matou 3 mil habitantes de Pompeia e deixou a cidade italiana escondida durante séculos, está a ameaçar os moradores mais uma vez. As autoridades italianas estão a tentar fazer com que os moradores de Pompeia vão para um local mais seguro. Mas, infelizmente, poucas pessoas demonstraram interesse em deixar suas casas.
As equipas que controlam as actividades do Vesúvio afirmam que este pode entrar em erupção a qualquer momento. Actualmente, Pompeia tem uma população de 600 mil habitantes.
Agora, só nos resta esperar por este grande acontecimento.
Fonte: Globonews
Alguns vídeos:
- http://www.youtube.com/watch?v=ybhx6RMODQA&feature=related (Espanhol)
- http://www.youtube.com/watch?v=mqp_qNNeal8&feature=related (Inglês)
João Barroca nº12
15 November
Plutão - Planeta Anão .
Recentemente Plutão foi classificado como um Planeta Anão pela comunidade científica.
Esta decisão foi tomada devido a algumas características que este Planeta apresenta.

O Que é um Planeta Anão?
Um Planeta Anão, como Plutão, é um corpo celeste de pequenas dimensões que orbita em torno do Sol, tal como todos os outros planetas do Sistema Solar, apresentando uma forma esférica.
Apesar de todas estas características em tudo semelhantes aos outros Planetas, Plutão não domina a sua órbita, não tendo uma órbita desimpedida, chegando mesmo a cruzar a órbita de Neptuno, o que foi um facto determinante para a nova classificação.

Dimensões dos Planetas Anões em relação à Terra.
Quais as principais razões para a nova classificação de Plutão?
Durante um longo período de tempo Plutão foi considerado um Planeta Principal, devido às características semelhantes aos outros planetas do Sistema Solar.
A sua classificação nunca trouxe grandes problemas para os investigadores, porém há alguns anos atrás surgiu a problemática relativamente a Plutão.
Apesar de tudo a classificação de Plutão só se alterou em 2006, quando a União Astronómica Internacional decidiu nomear Plutão como Planeta Anão.
Esta decisão foi tomada devido há existência de vários corpos celestes de tamanho comparável e até de um de dimensões superiores, localizado na Cintura de Kuiper. Estes corpos celestes foram apelidados de Plutóides, que são corpos celestes com uma órbita em torno do Sol, para além da órbita de Neptuno, e que possuem massa suficiente para terem uma forma esférica, ou quase esférica.

Será que esta classificação foi aceite por toda a Comunidade Científica?
A nova classificação de Plutão foi muito contestada ao nível da Comunidade Científica.
Alguns cientistas como Mark Sykes não estão de acordo com a decisão tomada pela união Astronómica Internacional, em 2006, pois esta classificação exige que um Planeta Anão não tenha uma órbita desimpedida, ignorando-se muitos outros corpos celestes que são classificados como Planetas Principais noutros Sistemas Solares.
Outra situação colocada pelos cientistas é a definição correcta para "uma órbita desimpedida", pois planetas como Júpiter, devido à sua localização junto à Cintura de Asteróides poderia deixar de ser classificado como um Planeta Principal.
Como Conclusão, sabemos que Plutão é considerado uma Planeta Anão, tendo o nosso Sistema Solar apenas oito Planetas Principais. Porém esta situação está longe de ser resolvida, e claramente ainda levantará grandes questões , devido há discordância entre diversos membros da Comunidade Científica, quanto há classificação de Plutão como Planeta Anão.
Vídeo Realizado no dia 25 de Agosto de 2006.
Informações e Imagens Retiradas de:
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Planeta_an%C3%A3o
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Plut%C3%A3o
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Plut%C3%B3ide
- http://www.agencia.fapesp.br/materia/8623/divulgacao-cientifica/o-grande-debate-planetario.htm
- http://videos.sapo.pt/ZbdIlq9Uh9LYlrf3s5Wz
-Guilherme Ramos nº8 10ºB
14 November
Descobertos mais quatro planetas fora do Sistema Solar
Três deles formam um sistema que parece 'versão em escala' do Sistema Solar; outro fica relativamente perto.

Astrónomos anunciam na edição desta semana da revista Science a descoberta de quatro novos planetas extra-solares, como são chamados os mundos localizados fora do Sistema Solar. Todos esses planetas - três deles, membros de um mesmo sistema - foram avistados directamente e um deles, em órbita da estrela Fomalhaut, foi fotografado, em luz visível, pelo Telescópio Espacial Hubble.
A maioria dos 322 planetas extra-solares descobertos anteriormente foi encontrada de forma indirecta: a existência desses mundos foi deduzida a partir de perturbações nas estrelas que orbitam. Já os quatro novos planetas foram avistados directamente, três deles por meio de radiação infravermelha captada por telescópios na Terra e o de Fomalhaut, emitindo uma luz alaranjada detectada pelo Hubble.
Os três planetas que compõem o sistema da estrela HR8799, localizada a 128 anos-luz da Terra, são descritos pelos descobridores como "uma versão em escala maior do Sistema Solar exterior", correspondendo a versão ampliadas dos gigantes gasosos Saturno, Urano e Neptuno.
Eles argumentam que, como HR8799 é mais brilhante que o Sol, sua "linha de neve" - a distância a partir da qual a temperatura no espaço é baixa o suficiente para permitir a formação de gelo sobre fragmentos de rocha, o que serviria como semente para planetas gigantes gasosos - também fica mais afastada. A posição desses três planetas, em relação a seus correspondentes no Sistema Solar, segue uma proporção semelhante à prevista pelo afastamento da linha de neve.
Um dos descobridores do novo sistema, o canadense Christian Marois, diz que é possível que haja outros planetas no sistema, talvez mesmo um planeta rochoso - uma versão em escala da Terra. "Fazendo a escala da luminosidade, a órbita de uma Terra ficaria a 2,2 UA (2,2 vezes a distância que separa a Terra do Sol) e, se fiz as contas direito, essa órbita duraria 2,7 'anos terrestres'. O sol deles pareceria mais azulado, já que a estrela é mais quente que o Sol".
HR8799 é uma estrela jovem e, sendo mais quente e mais brilhante, durará menos que a idade actual do Sol, que é de pouco mais de 4 biliões de anos. "Essa estrela é 50% mais massiva que o Sol e cinco vezes mais luminosa", explica Marois. "Ela terá uma vida mais curta, de 3 biliões de anos, enquanto o Sol deve durar, ao todo, 10 biliões".
A detecção dos planetas a partir de telescópios baseados na Terra foi possível, diz o astrónomo, graças ao uso de óptica adaptativa - onde os espelhos do equipamento se ajustam para compensar as flutuações na atmosfera terrestre - e de detectores de radiação infravermelha em grandes telescópios, o que começou a ocorrer há menos de uma década. "E eu desenvolvi uma técnica de observação em meu doutorado que ajuda bastante ao remover, no processamento de dados, a luz da estrela, o que permite detectar os planetas que ficariam ofuscados".
Se HR8799 é uma estrela distante, Fomalhaut fica na vizinhança - a 25 anos-luz da Terra - e seu planeta foi detectado não por meio de radiação infravermelha, mas de luz visível. Ele foi visto como um ponto alaranjado em movimento em meio ao anel de poeira que cerca a estrela, entre 2004 e 2006. O planeta, baptizado Fomalhaut b, tem massa estimada em três vezes a de Júpiter e fica a 119 UA da estrela.
Fomalhaut também é uma estrela mais intensa e menos duradoura que o Sol. "Ela tem o dobro da massa solar e sua luminosidade é 16 vezes maior", explica o principal autor do artigo que descreve a descoberta, Paul Kalas, da Universidade da Califórnia em Berkeley. "Sua expectativa de vida é 1 bilhão de anos".
O facto de o planeta ter se mostrado visível numa foto do Hubble sugere algum tipo de propriedade excepcional, diz o cientista. "Uma hipótese é que Fomalhaut b esteja cercado por um gigantesco sistema de anéis, maior que o de Saturno, que está reflectindo luz na nossa direcção".
Fomalhaut é uma estrela visível a olho nu, e uma das estrelas mais brilhantes no céu. "É muito fácil de ver no céu do Brasil durante os meses de Inverno", diz Kalas. "Para nós (no hemisfério norte), é uma estrela de verão, que fica muito perto do horizonte". Fomahault marca a "boca" da constelação do Peixe Austral.
Ana Monteiro nº1 10ºB