04 December
O maior espectáculo celeste do ano!
Quem costuma apreciar as belezas do céu nocturno já reparou que quando o Sol se punha, havia dois pontos de luz gigantes que estavam a chamar bastante a atenção. Noite após noite esses pontos estavam cada vez mais próximos um do outro e terminariam na mais bela tripla junção do ano.
Um espectáculo de encher os olhos! 
Os dois pontos de que estamos a falar são os planetas Júpiter e Vénus, que a cada dia pareciam estar mais próximos.
Ver os dois planetas tão próximos um do outro é sem dúvida um belo espectáculo celeste, mas o movimento de convergência parecia não terminar e continuava num ritmo bem acelerado. Os mais observadores já tinham percebido que a distância entre eles estava a diminuir muito rápido (por volta de 1 grau a cada noite; em termos de comparação isto equivale à largura visual de duas Luas cheias).
Para quem não reparou no dia 29 de Novembro (sábado), aconteceu o ápice da junção, quando a distância entre os planetas atingiu seu ponto mínimo, estimado em três graus de separação. A distância foi tão pequena que quase podemos cobrir os astros com o nosso polegar estendido. Foi sem dúvida, um espectáculo para os olhos.
Na noite do dia 30 (domingo), enquanto a dupla de planetas ainda era um grande espectáculo, a nossa Lua em fase crescente começou também a dar o ar da sua graça, exactamente no local da dupla-junção, e como não poderia deixar de ser, rouba a cena e cria uma tripla-junção, neste dia a Lua em fase crescente não passará de um fio de luz abaixo dos planetas; contudo a beleza proporcionada será rara.
No dia 1 de Dezembro, a Lua esteve ainda mais alta no céu, desta vez acima de Mercúrio e Vénus formando um triângulo isósceles com Mercúrio e Vénus em cada vértice.
O espectáculo da tripla-junção foi visto em todas as partes do mundo!
(Se observaram a tripla-junção dos astros através de binóculos, lunetas ou telescópios e aproveitaram e deram uma olhada em redor da Lua, apesar dela estar na fase crescente, conseguiram perceber uma imagem ténue da Lua cheia, quase apagada. Esse fenómeno é chamado de "Brilho de Vinci", pois foi explicado pela primeira vez pelo génio Leonardo da Vinci: os raios de Sol atingem a Terra e são reflectidos contra a superfície escura da Lua, produzindo uma luz ténue que ilumina fracamente o terreno, permitindo ver todo o disco lunar.)
22 November

Chuvas de meteoros
O que são?
Quais as mais conhecidas?
Os meteoros ou estrelas cadentes são fenómenos que estão associados à entrada de pequenas partículas sólidas vindas do espaço na atmosfera (os meteoróides). Estas partículas são atraídas pelo campo gravitacional terrestre que ao entrarem na atmosfera vão sofrer aquecimento devido ao atrito, tornando-se incandescentes e deixando um rasto luminoso (meteoros). Quando ocorrem muitos destes rastos simultaneamente, origina-se uma chuva de estrelas ou chuva de meteoros.
Quando a órbita da Terra intercepta a cabeleira de um cometa, onde abundam fragmentos rochosos, poderá ocorrer a chamada chuva de estrelas. As chuva de estrelas ocorrem periodicamente, sendo as mais conhecidas: as Perseidas (Agosto), as Oriónidas (Outubro), as Leónidas (Novembro) e as Gemínidas (Dezembro). A estas chuvas é atribuído um nome consoante as constelações onde se encontram os seus respectivos radiantes (ponto de origem do meteoro).
1. Perseidas
Esta chuva de meteoros é assim denominada devido ao seu ponto de origem estar localizado na constelação de Perseus. Estas ocorrem no período de 8 a 14 de Agosto e estão associadas ao cometa Swift-Tuttle, ou seja, quando este passa perto do Sol ejecta partículas dando origem à chuva de Perseidas.
2. Oriónidas
O nome desta chuva está associado à constelação de Orion. As Oriónidas são uma chuva de actividade moderada, estendendo-se entre 2 de Outubro e 7 de Novembro, em que o máximo da actividade sucede-se a 21 de Outubro. Estas chuvas estão agregadas ao cometa 1P/Halley.
3. Leónidas
A chuva de meteoros Leónidas tem este nome devido à sua posição celeste, neste caso na constelação de Leo. A chuva de meteoros acontece todos os anos entre os dias 14 e 20 de Novembro e está associada à passagem do cometa 55p Temple-Tuttle. Durante a aproximação da estrela, parte do material é ejectado, deixando um extenso rastro de partículas sólidas a vagar pelo espaço.
4. Gemínidas
Gemínidas são meteoros de velocidade moderada que provêm da constelação de Géminis. Estas chuvas podem ser observadas todos os anos entre 7 e 17 de Dezembro, ocorrendo o seu ponto máximo no dia 14. As Gemínidas derivam do asteróide (3200) Phaeton e foram as primeiras chuvas relacionadas com um asteróide.
Nome | Constelação | Período | Cometa/Asteróide |
Perseidas | Perseus | 8 a 14 de Agosto | Swift-Tuttle |
Oriónidas | Orion | 2 de Outubro a 7 de Novembro | 1P/Halley |
Leónidas | Leo | 14 a 20 de Novembro | 55p Temple-Tuttle |
Gemínidas | Géminis | 7 a 17 de Dezembro | (3200) Phaeton |
Tabela 1: As chuvas de meteoros mais importantes do Ano.
De acordo com a informação acima referida, as próximas chuvas de meteoros observáveis ocorrerá no período de 7 a 17 de Dezembro. Para ver a chuva de Gemínidas não é necessário nenhum equipamento especial, apenas os seus olhos. A melhor maneira para ver os meteoros é ir até um local escuro e sentar-se confortavelmente apreciando os fenómenos que a Natureza nos proporciona.
Boas observações! Sílvia Serrano n.º 24
20 November
Pompeia: Um dos Maiores
Testemunhos Arqueológicos
Pompeia era uma típica cidade romana, situada próxima do vulcão Vesúvio(arredores de Nápoles, sul de Itália.)
.
No ano de 79 d.c. este vulcão entrou em erupção violenta, expelindo grandes quantidades de pedras incandescentes, poeiras e fumos tóxicos. A lava quente libertada pela erupção cobriu as cidades de Pompeia e Herculano com uma camada de dois metros de espessura.
De seguida, o vulcão lançou cinzas e pedras que formaram outra camada de 10 a 15 metros.
Entre 20 mil e 30 mil habitantes morreram sufocados pelas cinzas ou sob os tectos das casas que desabavam.
A cidade submersa apenas foi descoberta no fim do século XVIII e durante cerca de dois séculos foi escavada por arqueólogos.
Tais escavações revelaram a existência de uma civilização já evoluída. Foram encontrados edifícios públicos, casas, aquedutos, teatros, termas, lojas, objectos e pinturas em paredes, que nos permitiram conhecer e reconstituir ao pormenor esta cidade desaparecida.
Foram ainda encontrados muitos corpos humanos exactamente na posição em que se encontravam e com expressões que traduzem o terror do momento em que foram atingidos pela erupção do vulcão.

Devido à mistura de lava com cinzas, os corpos endureceram e preservaram-se, permitindo revelar importantes aspectos do quotidiano da cidade de Pompeia.
Com base nas modernas tecnologias é agora possível ressuscitarmos a Pompeia de outrora, como nos mostra o Projecto Europeu Lifeplus, financiado pela União Europeia, que promete oferecer aos visitantes de lugares históricos como a cidade de Pompeia a oportunidade de terem uma ideia de como viviam os seus moradores.
A tecnologia, conhecida como "realidade ampliada", permite que personagens e outros elementos gerados por computador sejam inseridos nas áreas de visitação e passeiem livremente aos olhos dos turistas.
Em Pompeia, o turista poderá vir não somente a apreciar pinturas, tabernas e casas que foram descobertas em escavações, como também a presenciar os habitantes virtuais nos seus trabalhos diários.
Vulcão Vesúvio

O Vesúvio é um vulcão misto localizado em Nápoles, em margens de placas destrutivas denominadas margens convergentes, e atinge uma altura de 1281 metros.
O magma, rico em sílica, tem essencialmente origem no material da própria placa.
As lavas produzidas são muito viscosas e solidificam rapidamente, formando um relevo vulcânico com vertentes abruptas.
É o único vulcão do continente europeu que há cerca de 19 séculos manifesta actividade regular mantendo-se activo. Desde a erupção mais violenta, em 79 d. c., ocorreram já cerca de 20 erupções, tendo a ultima grande explusão ocorrido em 1944.
Prevendo os cientistas que para este tipo de vulcão o ciclo de erupções é de 30 em 30 anos, será possível prever com exactidão a data da próxima erupção, a sua magnitude e controlar as suas consequências?
Poderão as novas tecnologias prever e evitar uma nova tragédia?
Um estudo conjunto de cientistas americanos e italianos alerta para que a próxima erupção do Vesúvio pode ter consequências muito mais gravosas do que as autoridades italianas prevêem.
Com base nas constantes pesquisas, os cientistas afirmam que até 3 milhões de pessoas estariam em risco.
Sendo o Vesúvio o vulcão mais monitorizado do mundo, as autoridades italianas têm concebidos planos para a evacuação de 600 mil pessoas da cidade de Nápoles.

Termino acreditando que, com o auxílio da tecnologia, imagens como esta não se traduzam em tragédias tão devastadoras como a que descrevi.
Consultem:
http://www.youtube.com/watch?v=4_8P4s28-mo (Pompeia)
http://www.youtube.com/watch?v=QR3pVi2fkhs (Erupção de 1944, a mais recente)
Leonardo Cardoso
10ºB Nº:15
15/11/2008
Plutão já não é considerado um planeta
O sistema solar passou a ter apenas oito planetas. A União Astronómica Internacional decidiu a 24 de Agosto de 2006 que Plutão, até aqui um dos nove planetas do nosso sistema solar, é um planeta anão.
Os mais de 2.500 analistas de 75 países reunidos na capital Tcheca reconhecem desta forma que se cometeram um erro quando se concedeu o Plutão a categoria de planeta, em 1930, ano de sua descoberta.
Segundo a nova definição, para que um corpo celestial possa ser considerado um planeta deve orbitar em torno de uma estrela, ter massa suficiente para ter gravidade própria e assumir uma forma arredondada e ser dominante na órbita. Esta última norma foi determinante para desclassificar Plutão, que até se cruza com o "vizinho" Neptuno na sua órbita em torno do Sol.
A nova definição estabelece três grupos de planetas, o primeiro com os oito planetas "clássicos" - Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Neptuno, Saturno e Úrano , depois um segundo, que são os asteróides, e um terceiro grupo, com Plutão e o novo objecto UB313, descoberto há dois anos.
"Se os astrônomos tivessem percebido em 1930 que Plutão é menor que a nossa Lua, e com uma massa bem inferior a um por cento da Terra, talvez alguma designação especial tivesse sido pensada para ele", disse Owen Gingerich, diretor da comissão.
Um anão com lugar indefinido no sistema solar
Plutão intriga os cientistas desde que souberam que existia. É um mundo feito de rochas e de água e metano congelados, por isso chamam-lhe "anão gelado". A temperatura é de 220 graus Celsius negativos.
Pouco após a sua descoberta - a 18 de Fevereiro de 1930, por Clyde Tombaugh, do Observatório de Lowell, nos EUA -, começou a pôr-se a hipótese de que Plutão seria uma lua de Neptuno. Foi o primeiro golpe contra o estatuto de Plutão como planeta. Mas a verdadeira contestação começou em 1992, quando se descobriu o primeiro de uma população de corpos rochosos e gelados para lá de Plutão. Um golpe ainda mais rude foi a descoberta de Xena, há dois anos, que está muito perto e até tem uma maior dimensão, um diâmetro de 3000 quilómetros.
A sua primeira lua, Caronte, foi descoberta em 1978, mas já em 2005 os astrónomos encontraram outras duas, Nix e Hydra, das quais foram recolhidas imagens através do telescópio espacial Hubble. A órbita deste anão gelado cruza-se com a do vizinho Neptuno. Demora 248 anos a dar a volta ao Sol.
Plutão foi descoberto, nem se colocava a questão se seria um planeta. Mas agora Nuno Santos assegura que "é cedo de mais para se definir seja o que for, porque não há conhecimento suficiente para uma definição robusta".
O debate sobre o status de Plutão se intensificou em 2003, quando astrônomos do Instituto de Tecnologia da Califórnia descobriram o UB 313. Apelidado do "Xena" em homenagem à princesa guerreira de um seriado de TV, o UB 313 está entre os mais de 12 corpos celestes já descobertos no Sistema Solar que são maiores que Plutão.

18 November

1- Cabo Ortegal
A rocha datada no Cabo Ortegal, designada vulgarmente como granito negro, formou-se sob a superfície terrestre, a partir de magma, há 1.160 milhões de anos. Para a datação de uma rocha tão antiga, os investigadores tiveram de estudar a concentração de isótopos radioactivos que ela continha.

2- Granito Negro
A partir da formação dos minerais que compõem o granito, esses elementos foram-se desintegrando e transformando noutros, como o urânio, que após várias etapas se converte em chumbo. É a relação entre os dois elementos que permite determinar o tempo decorrido até agora e, portanto, a idade da rocha, como aconteceu nesta investigação. Naquela época, o planeta tinha uma aparência "bastante inóspita", não havia animais, nem plantas, só seres vivos unicelulares, a atmosfera quase não continha oxigénio e o Sol era 10 por cento menos brilhante, segundo os autores do estudo. As rochas analisadas permaneceram a grande profundidade até aflorarem quando os continentes, então juntos num único bloco, a Pangeia, se dividiram, o que produziu um despenhadeiro de 700 metros de altura no que é hoje o Cabo Ortegal.

3- Península Ibérica
Maria Belo
nº 19
10º B
Novo Ciclo Geológico
pode estar a começar junto à Península Ibérica
Os vulcões existentes em Portugal continental, estão extintos mas o planeta pode estar a entrar num novo ciclo geológico, com uma zona de subducção a sudoeste da Península Ibérica, e a actividade vulcânica não está excluída.
Na origem do processo estará um fenómeno de subducção, ou seja o mergulho de uma placa sob outra - no caso concreto, da placa oceânica sob a placa continental, em cujo extremo está Portugal - explicou o investigador da Universidade de Aveiro.
O investigador alertou, todavia, que - a confirmar-se esta tese - "o vulcanismo apenas se manifestará dentro de milhões de anos", pois a própria subducção leva muito tempo a concretizar-se.
No continente, a actividade vulcânica mais recente tem já cerca de 70 milhões de anos e registou-se no Complexo Vulcânico de Lisboa, cujos 200 quilómetros quadrados se estendem da capital a Torres Vedras, passando por Cascais, Sintra ou Mafra (onde permanece uma chaminé vulcânica de basalto, o Penedo de Lexim).
"Apesar de o complexo estar extinto há tanto tempo, ainda há uma chaminé vulcânica junto à antena da televisão em Monsanto, como houve em Alcabideche", indicou Victor Hugo Forjaz, director do Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores, acrescentando que muitos vestígios foram, ao longo dos anos, "cobertos pelo casario, pelos bairros".
Um vulcão é declarado extinto se não teve manifestações exteriores de actividade nos últimos 10 mil anos "e quando os estudos científicos demonstram que debaixo dele não há calor, não há magma que o possa alimentar", explicou Victor Forjaz, acrescentando que "é considerado adormecido se teve erupções recentes ou se tem, à superfície, manifestações de actividade", como fumarolas.
O que causa erupção vulcânica?
Segundo o especialista, a actividade vulcânica é anunciada "pelo aumento da temperatura do solo com meses de antecedência, pelo aumento da sismicidade e pela variação dos campos magnético e gravimétrico, que são indícios de perigo".
E o que causa uma erupção vulcânica? "O acumular de energias durante um certo número de séculos e factores externos, como uma conjugação de fases da lua e do sol e a existência de forças laterais e verticais na crosta terrestre", esclareceu o director do Observatório.
"Mas todos os investigadores concordam que não há hipótese de os vulcões entrarem em actividade no continente", assinalou, numa posição reiterada por José Francisco, da Universidade de Aveiro, que indicou à Lusa mais alguns vestígios de vulcanismo.
"Na Faixa Piritosa Ibérica, que abrange o Baixo Alentejo e continua para Espanha, o vulcanismo submarino teve forte expressão no início do período Carbónico (360 a 300 milhões de anos), levando à formação de jazigos minerais como a mina de Neves Corvo, a mais importante em actividade em Portugal", exemplificou.
Vestígios erodidos
No entanto, tantos milhões de anos passados, os vestígios estão erodidos, "sendo muito difícil saber qual a morfologia do aparelho vulcânico que existiu no Alentejo", pois tanto pode ter assumido a forma de cone vulcânico como pode ter-se apresentado sob a forma de fissuras que expeliram lava. Em Sines, também são detectáveis "duas ou três chaminés", adiantou Victor Hugo Forjaz à Lusa, assinalando ainda a existência de um complexo vulcânico no Algarve.
Associado à Serra de Monchique, este complexo teve derradeiros sinais de actividade há 72 ou 75 milhões de anos, sendo ainda observável uma chaminé vulcânica na Praia da Luz, perto de Lagos. Os vestígios de actividade surgem ainda noutras regiões, como no Distrito de Leiria (Nazaré, Peniche, Caldas da Rainha, Leiria) mas, seja devido ao desgaste causado pela passagem dos anos ou ao desconhecimento de quem é leigo na matéria, não é fácil detectá-los, como assinalou José Francisco.
"Muitas vezes as pessoas passam ao lado da história geológica, o público não sabe o que tem debaixo dos pés, de que é que as rochas por onde passamos todos os dias são testemunho", concluiu o geólogo da Universidade de Aveiro.
Diogo Gomes Ventura
Nº26 10ºB
Descoberto fóssil que explica evolução humana
Foi encontrado o fóssil do hominídeo que permitiu aos cientistas explicar, de modo mais claro, a evolução da espécie humana.
Este fóssil tem 4.2 milhões de anos de idade, foi encontrado no nordeste da Etiópia, na região de Awash e é da espécie Austrolopithecus amensis.
Não é a espécie que faz deste fóssil um fóssil especial, mas sim a localização. Mais espécies foram encontradas muito próximo daquele local, o que significa que os hominídeos ali localizados não estiveram só de passagem, pois com este fóssil foi possível provar que a espécie humana pode ter evoluído ao longo do tempo, em apenas um espaço.
· O género do homem actual é o homo cujo antepassado poderá ter sido o Astralopithecus. O género que evoluiu para o Astralopithecus pensa-se que terá sido o género Arthipitecus. Este fóssil é muito importante para estabelecer uma correlação entre estes dois antepassados do homem.
Em conclusão, até agora o que os cientistas tinham eram partes da história dispersas pelo mundo todo, perdidas há 6 milhões de anos. Agora, contudo, consegue-se formular uma hipótese mais plausível para a evolução do homem, sendo possível encaixar devidamente (ou quase) uma relação mútua entre estas partes, a partir deste fóssil.
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI961649-EI319,00.html
João Ramos, nº 14 10ºB 08/09a

15 November
Clonagem Humana. Proceder ou Terminar?
A clonagem humana... uma matéria em que devemos apostar ou uma ideia que nunca deve ser posta em prática?
Primeiro os factos...
O que é a clonagem humana?
A clonagem humana consiste na reprodução de uma cópia geneticamente idêntica ao indivíduo do qual foi retirado ADN.
Aqui se encontra um pequeno esquema para explicar:

Qual a vantagem da investigação deste assunto?
A grande vantagem deste assunto é que pode vir a conseguir-se produzir células humanas clonadas que possam ser utilizadas para tratar algumas doenças para as quais ainda não existem cura.
Como?
Imagine que tinha uma doença que estava a destruir lentamente partes do seu cérebro.
Os cientistas iriam produzir um embrião clonado utilizando o ADN das suas células epidérmicas. Em seguida, iriam retirar células estaminais deste embrião, transformavam-nas em células cerebrais e fariam um transplante para o seu cérebro.
Desta maneira ia conseguir-se curar esta doença e todos temos o direito de decidir o que fazer com o nosso próprio ADN, ou será que não?
Quais os riscos da clonagem em humanos?
Os médicos consideram os riscos da clonagem humana muito elevados.
"Submeter os seres humanos à clonagem não é assumir um risco desconhecido, é prejudicar as pessoas conscientemente", afirma Kilner.
A maior parte dos cientistas é da mesma opinião. A grande maioria das tentativas de clonagem de um animal resultou em embriões deformados ou em abortos após a implantação.

Em que nível se encontra a clonagem humana na actualidade?
Os resultados das investigações da clonagem humana e em animais relativamente às células estaminais foram publicadas e, à semelhança de todas as descobertas científicas, estas publicações estão disponíveis ao nível mundial.
Era inevitável que um dia este conhecimento fosse mal utilizado. Agora, várias pessoas em todo o mundo anunciaram a sua intenção de clonar um bebé.
Ninguém sabe até que ponto é que a clonagem humana avançou realmente para criar um bebé. Em Abril de 2002, o cientista italiano Dr. Severino Antinori fez um comentário improvisado a um jornalista, afirmando que 3 mulheres já estariam grávidas de um embrião clonado. A partir dessa altura saiu das luzes da ribalta e nunca mais confirmou ou negou este comentário.
Quais os motivos que podem levar as pessoas a quererem fazer isto?
Para além do aspecto da medicina que já foi explicado as pessoas podiam qerer recorrer a este recurso noutros casos:
Por exemplo, pais que perderam um bebé e que querem substitui-lo, ou pessoas que querem ter os seus próprios filhos mas que não conseguem da maneira tradicional. Por exemplo, nos casos em que um homem não pode produzir esperma, pode fazer com que o seu próprio ADN seja introduzido no ovo da sua parceira, criando um clone dele próprio.

Fica aqui um documentário sobre este assunto (encontra-se em Inglês):
O que acham vocês sobre este assunto? Uma matéria a proceder ou a terminar?
Nuno Silva 10ºB nº20
P.S.: não sabia que tinha de ser sobre matéria já dada... peço desculpa e para a próxima já faço correctamente...
13 November
Existe ou não vida em Marte?
A presença de camadas e a forma como elas intervalam com crateras antigas comprova que há ali um registo precioso de uma história de Marte até agora desconhecida. As camadas revelam o planeta que existiu antes de um homem o observar pela primeira vez. (possivelmente essas camadas podem representar lagos que existiram em Marte).
Talvez as camadas encontradas captadas pela Surveyor sejam o único registo da erosão de paisagens já desaparecidas, uma vez que os processos que as originaram também já não se verificam em Marte.
Elaborações através de um telescópio e uma imaginação optimista no final do século XIX- propunham a existência, em Marte, de enormes canais, ou valas de irrigação, que serviam para transportar água dos pólos para a civilização superior que se concentrava junto ao equador, onde o clima marciano não era menos confortável do que, por exemplo, "o Sul de Inglaterra".
Segundo outra avaliação mais céptica, feita por Alfred Russel Wallace, em 1907, Marte seria um lugar muito mais e perpetuamente gelado, tão morto e perigoso para a vida como a Lua. Mesmo assim Edgar Rice Burroughs continuou a mostrar águas cheias de vida a correr livremente pela superfície do planeta. Já H. Wells imaginou uma raça marciana com grandes capacidades intelectuais, mas fria e pouco compassiva.
Um dos aspectos intrigantes da informação até agora obtida é a existência comprovada de enormes bacias no interior da crusta de Marte.
Outra informação perturbante revelada pelos dados foi obtida pelo Espectrómetro de Emissão Térmica, que tem procurado detectar certos minerais que se formam durante longos períodos de na presença de água -normalmente água quente. Contra as expectativas, um só mineral deste tipo foi encontrado e apenas em dois locais - a hematite cristalina cinzenta. E a hematite pode formar-se sem água.
Por enquanto, segundo parece, a convicção de que antigamente Marte era um planeta húmido e quente encontra-se posto em causa. Apesar das provas de antigos cursos de água, os cientistas não conseguem perceber os processos que os induziram.
verónica Martinho
12 November
Será que existe vida noutros planetas?
São vários os cientistas que acreditam que não "estamos sozinhos no Universo", afirmando que também existem formas de vida noutros planetas do Sistema Solar (nomeadamente em Marte) e até mesmo do Universo em geral. Assim, a fim de provar esta sua "crença", são diversos os esforços que a Ciência emprega no sentido da observação e estudo de tudo aquilo que nos rodeia no espaço exterior. Contudo, sabemos que esta missão é extremamente difícil de empreender.
A pesquisa de vida noutras "paragens" começa pela própria Terra, onde foram encontrados micróbios em desenvolvimento sob condições consideradas intoleráveis, nos primórdios da formação do nosso planeta. Deste modo, os cientistas julgam que se na Terra a vida surgiu num "caldo primordial" de produtos químicos nocivos há cerca de 4,5 mil milhões de anos atrás, porque é que o mesmo não poderia ter acontecido noutro planeta? Assim, são vários os astrónomos que defendem que existem, pelo universo, centenas de milhares de outros planetas como a Terra (apresentando uma grande diversidade e complexidade de vida).

Contudo, sabemos que a exploração do espaço não tem conseguido encontrar vida. Em 1960, o projecto Ozma no oeste de Virgínia iniciou a sua missão para detectar sinais de rádio extraterrestres (financiado por 100 milhões de dólares cedidos pela The National Aeronautics and Space Administration); infelizmente, até agora nada foi descoberto. Somente as imagens da sonda Galileu reavivaram a esperança de encontrar condições propícias à existência de vida noutros planetas do Sistema Solar: a lua Europa, de Júpiter parece ter um oceano de água líquida coberto de gelo.


No entanto, nem todos os cientistas acreditam que haja vida noutros planetas, mas descobertas recentes na própria Terra levaram-nos a pensar se não estariam a encarar este fenómeno de um modo demasiado limitado, pois foram descobertos micróbios em evolução em condições em que isto se julgava ser impossível: em aberturas vulcânicas, em nascentes quentes, em geysers (o que sugere que a vida também se possa desenvolver em ambientes muito quentes). Alguns dados sobre Marte que sugerem o desenvolvimento de formas de vida, ainda que muito controversos, não deixam também de ser tentadores. Um meteorito marciano encontrado na Antárctica contém estruturas microscópicas com o formato de vermes, que datam de há cerca de 3,6 biliões de anos, os quais se assemelham a formas fossilizadas de bactérias encontradas na Terra.
As provas de existência de vida em meios inóspitos têm vindo a acumular-se nos últimos anos, com a evolução de técnicas altamente sensíveis de rastreio de genes e de exploração. Submarinos de elevada profundidade ajudaram à descoberta de organismos criptoendolíticos (escondidos na rocha) cujo metabolismo é orientado para uma fonte geotérmica. Foram ainda encontrados micróbios semelhantes em minúsculos poros das rochas das piscinas quentes do parque de nacional de Yellowstone. E perfurando até 2 milhas (aprox. 3 quilómetros) na bacia de Columbia, os geólogos encontraram ainda outras bactérias em propagação, sem os benefícios da luz solar, as quais utilizam hidrogénio originado por uma reacção química entre o basalto e a água do solo como sua fonte de energia.

Figura 3 - geyser do Parque de Yellowstone
Apesar de esta questão ser bastante debatida, ainda não se conseguiu chegar a nenhuma conclusão sobre o tema. Alguns investigadores sustentam que muitos destes micróbios pertencem a uma classe de vida até agora desconhecida. Os adeptos desta ideia afirmam que estas bactérias, agora denominadas archaea, são geneticamente diferentes e parecem ser a forma de vida mais antiga na Terra. Se assim for, então isso significa que a vida não precisa necessariamente de algum calor ou de uma mistura primordial de produtos químicos para se formar, mas pode ser originada por uma gama de meios muito maior incluindo alguns realmente agressivos.
Concluindo, sabemos que só nos resta continuar a investigar o espaço exterior e a tentar detectar a existência de vida noutros planetas, pois os cientistas sabem que, apesar de até à data ainda não se terem encontrado formas de vida para além da Terra, nada indica que o seu aparecimento e desenvolvimento sejam fenómenos "exclusivos" do nosso planeta.
A qualquer momento podemos concluir e provar que "não estamos sozinhos no Universo"!
Pedro Faustino
nº21 10ºB
11 November
Fóssil com 580 Ma Encontrado na China
A 15 de Fevereiro de 2008 em Pequim, na província de Guizhou (no sul da china), foi encontrado por um grupo de paleontólogos chineses um fóssil de 580 milhões de anos pertencente a um organismo em espiral que, segundo os especialistas, são antepassados dos celenterados, o mesmo grupo de animais ao quais pertencem corais, medusas e anémonas.
De acordo com os peritos, pode-se dizer que é o mais antigo organismo espiral achado até ao momento, e, que por sua vez pertence a uma espécie ainda não classificada pelos biólogos. Este fóssil terá muita importância para os estudo de 570 a 800 milhões de anos.

Arqueólogo Chinês
Para esta descoberta colaboraram especialistas da Academia Chinesa de Ciências Geológicas e do Museu Nacional de Ciências Naturais da Suíça.
Manuel Castel-Branco nº 16 10ºB
02 November
Fósseis de Penha Garcia
No Período Ordovícico, os continentes estavam praticamente desprovidos de vida, mas em contrapartida, neste período, o planeta alcançou um alto nível de diversidade de formas marinhas, consequência de uma rápida e sustentada diversificação biótica.
Penha Garcia há 480 Milhões de anos, era um mar onde havia grandes quantidades de vida. Nessa altura existiam colónias de poliquetas e foronídeos sedentários (vermes aquáticos) e grandes artrópodes filocarídeos (semelhante a um camarão encerrado numa concha). A uma maior profundidade, milhares de trilobites revolviam o fundo arenoso em busca de alimento.
Trilobite
Os arenitos existentes em “Penha Garcia de há 480 M.a”. foram sujeitos a altas temperaturas e pressões, metamorfizando e dando origem aos quartzitos, que hoje podemos ver em estratos quase verticais, resultantes de dobramentos . Assim, actualmente o vale de Penha Garcia é um local onde inúmeros afloramentos de quartzitos contêm espécimes de icnofósseis de trilobite.
Quartzitos
Os icnofósseis são marcas preservadas no substrato rochoso representativas da actividade de animais, como é o exemplo das Cruziana. De entre os inúmeros tipos de icnofósseis conhecidos, existem três categorias principais associadas com as trilobites: Rusophycus, Cruziana, e Diplichnites.
Em Penha Garcia, podemos observar icnofósséis do tipo cruziana, que são marcas longitudinais deixadas por uma trilobite enquanto se movimentava, parcialmente enterrada, através da lama.

Formação de uma cruziana Cruziana
Muitas cruziana são interpretadas como pistas de alimentação pois mostram sucessivas mudanças de direcção das trilobites até encontrarem uma presa, podendo então ocorrer marcas de luta que indicam que a trilobite terá capturado e comido a sua presa.
Tudo isto é possível observar através da realização do percurso pedestre 'a Rota dos Fósseis' na aldeia típica de Penha Garcia.
http://www.cm-idanhanova.pt/turismo/pdf/pr3_rota_fosseis.pdf (para mais informações)
Cruziana
Rita Pereira

25 October
23 May
Supernova apanhada em flagrante no momento da explosão
21.05.2008 - 20h03
No dia 7 de Janeiro, a equipa de Maryam Modjaz estava a estudar uma supernova chamada SN 2007uy, na galáxia em espiral NGC 2770, a 90 milhões de anos-luz de distância da Terra, na constelação do Lince. Eis se não quando, dois dias depois, algo de inesperado acontece: uma emissão extremamente brilhante de raios-X, noutra zona da galáxia - era outra supernova em directo, u