01 October

The Travelling Wilbury

Banda formada por 5 dos maiores ícones do rock: George Harrison, o impulsionador do projecto, Roy Orbison, Tom Petty, Jeff Lynne (Electric Light Orchestra) e Bob Dylan. Usando pseudônimos (Nelson, Lefty, Charlie T. Jnr., Otis e Lucky Wilbury, respectivamente) de 5 supostos meio-irmãos filhos de Charles Truscott Wilbury, mesmo que as inconfundíveis vozes não enganasse alguém, eles lançaram em 1988 seu primeiro álbum, chamado de Traveling Wilburys Vol. 1. Com a interrupção para a gravação do primeiro álbum solo de Tom Petty e o falecimento de Roy Orbison, o grupo só lançaria seu segundo e último álbum, chamado  Traveling Wilburys Vol. 3,  (apesar do título, nunca existiu o volume 2&hellip dois anos depois. Este ano, foram relançados os dois álbuns deste grupo de amigos – quem ouve os discos apercebe perfeitamente a cumplicidade que existia e o gozo que lhes devia ter dado estas gravações -  em edição de luxo, com um DVD de bónus. Música que dá também imenso gozo ouvir… Imperdível. No meu leitor de CDs, este disco passa em sessões contínuas. Um trabalho que já conheço de há muitos anos: algumas das músicas como End of Line ou Handle With Care já são sobejamente conhecidas

 


Publicado por boladeberlim às 22:44:18 - Sem comentários

24 September

Boa música

Alguma da boa música que por aí anda. Alguma já com alguns aninhos...

 

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Publicado por jca às 13:38:32 -

21 September

Ravi Shankar homenageia George Harrison

Uma homenagem de Ravi Shankar a George harrison, o meu favorito de entre os Beatles...

A orquestra é dirigida pela filha de Ravi Shankar

http://www.dailymotion.com/video/x1f2ni_arpan-ravi-shankar-for-george-harri_events


Arpan (Ravi Shankar for George Harrison)
Colocado por jagatinho

Publicado por boladeberlim às 21:05:12 - Sem comentários

27 March

America's Original Black Station

bluesEstou a comprar o excelente The Blues, trabalho organizado por Scorsese (Já passou na Dois). Conta a história dos Blues em uma dúzia de DVDs, documentários realizados por nomes como o próprio Martin Scorsese e Win Wnders, Clint Eastwood, Mike Figgis e outros. Como sai todas as terças com o Público, não custa tanto... O que foi realizado por Richard Pearce e Robert Kenner ( A caminho de Memphis ) traça a odisseia do grande B. B. King e refere uma estação de rádio de Memphis, a WDIA, considerada a primeira rádio americana a passar música negra. Foi aí que B. B. King se estreou. Feito cusca, fui à "minha RadioTIme" e descobri que esta estação de rádio continua a emitir, também pela Internet, sempre com a música negra em destaque. Boa música, que podem ouvir http://radiotime.com/RTPlayer.aspx?StationId=28235 Por acaso é a que estou a ouvir enquanto escrevo este artigo. E estou a gostar.
Publicado por boladeberlim às 20:33:02 - Sem comentários

17 February

Morreu um dos ícones sexuais dos anos 90

Com a morte, aos 39 anos, de Anna Nicole Smith, desapareceu um dos ícones sexuais dos anos 90. Com curvas que nunca poderiam passar despercebidase uma vida de excessos e escândalos, com pretensão a ser uma nova Marilyn, foi Playmate (eleita a playmate do ano em 1993) mas no meu imaginário, estará sempre a campanha publicitária da Guess. Uma Guess girl que, em 1992, ocupou o lugar que pertencera a Cindy Crawford. Na altura a publicidade da Guess destacava-se pela escolha de modelos curvilíneos, contra a corrente (já nessa altura) dominante de modelos andrógenos e mais ou menos anoréxicos
Publicado por boladeberlim às 18:28:13 - Sem comentários

23 January

Uma boa companhia para noites frias...

  Depois de uma carreira bem sucedida como Top Model nos anos 90, Carla Bruni surpreendeu há quatro anos com uma nova e fulgurante carreira de cantora e compositora. Uma voz rouca, sussurrante, capaz de aquecer o mais frio dos corações, muito bem enquadrada por arranjos simples, e  Quelqu'un ma dit foi um autêntico sucesso, de crítica e vendas (2 milhões). Agora, com No Promises, totalmente cantado em inglês, aí está de novo a voz quente, quente de Carla e o mesmo dedilhar da guitarra. Parece mais do mesmo?  Que importa. Para estes dias frios, Carla Bruni promete muito... calor. O melhor complemento para um serão a dois.

http://www.youtube.com/watch?v=8dUZ-GGqizQ

 


Publicado por boladeberlim às 21:48:39 - Sem comentários

29 December

A Última caixa

        Diz o meu pai : - Eu teria uns cinco ou seis anos, já não sei bem quando, o meu pai abalou.

E se lhe calha contar, a única recordação que guarda do pai, diz : - Foi no cemitério, chovia muito, e estou a vê-lo a saltar para dentro da cova, onde iria ser enterrada a minha avó, e ele a tirar lá do fundo pás adas de água da cova, onde iria ser enterrada a mãe dele, embrulhada no esquife.

Agora digo eu : - Naquele tempo, enterravam as pessoas embrulhadas num lençol, não se usava sepultarem as pessoas numa Caixa.


Publicado por bocadesino às 09:31:00 - Sem comentários

28 December

Ainda outra caixa

   O sobrado, um espaço capaz, dividido por um pano de fioco grená, era ocupado pelas metedeiras de fios, pela mesa de enrolar e pela cozinha do fumeiro.

   Na sua impenetrável imensidão tinha apenas uma pequena divisão em tabique, o escritório do meu pai, fabricante autorizado de mantas, xales, faixas e artigos regionais na meia dúzia de teares de pau instalados num antigo lagar, ao fundo da nossa rua.

   O escritório era também sala de costura e biblioteca, a estante tapada com uma cortina feita no mesmo pano grená guardava a assinatura do Cavaleiro Andante, depois de lido com cuidado para preservar as páginas, uma colecção de Os Ridículos e umas duas dezenas de Flama e algum Século Ilustrado.

   Depois de jantar era ali que seroávamos, a ouvir no Grundig os clássicos da literatura adaptados a folhetins radiofónicos, folheando revistas passadas. O escritório tinha uma porta que não se fechava, nem quando o vento embocava pelas telhas, chiava nos gonzos e estava empenada.

   Fechou-se uma vez, o meu tio Joaquim chegou triste e cabisbaixo, foram chegando os outros irmãos e ficaram todos, à porta fechada, conversando baixinho por causa de um telefonema recebido de fora.

   Quando na igreja tocaram os sinais, houve uma missa onde fomos de escuro mas ninguém chorava, soube que o meu avô José de Oliveira Salavessa, o Batata,  como o alcunhou o professor António Manuel, tinha morrido na Argentina.

   Em meados de vinte do século passado, uma grande recessão devastou os pequenos e desprotegidos fabricantes de panos, ele faliu e ficou encalacrado.

   Emigrou para a Argentina, deixou a mulher e  um rebanho de filhos pequenos, e lá se finou em vésperas de regressar com a viagem marcada, pobre ou rico ninguém sabe, o bilhete de avião oferecido pelos filhos guardado na mesa de cabeceira.

   Passados anos e anos de silêncios fora localizado graças à adivinhação de um conterrâneo, funcionário andarilho dos Negócios Estrangeiros, que o achou hortelão em Izidro Mendonza, nos arrabaldes poeirentos de Buenos Aires.

   No cofre da fábrica estarão talvez ainda guardadas duas ou três cartas que recebeu do filho mais velho a dar conta dos outros, a caderneta militar, uma carteira vazia e um terço. E na sala de reuniões, uma fotografia pintada, que um português, comparsa desde o começo da aventura e infortúnio, enviou à família como a única herança herdada depois de quarenta e tal anos na Argentina.

            O espólio do meu avô chegou à família dentro de uma Caixa.
Publicado por bocadesino às 09:28:00 - Sem comentários

27 December

Outra caixa

  Ao sobrado da casa tinha-se acesso pelo terraço de cimento, que ficava ao cimo das escadas do quintal.

   À telha vã, instalada a meio e encostada à parede ficava a lareira do fumeiro, uma pedra de granito, o lar, emoldurado a madeira ligeiramente sobrelevado sobre o soalho.

   Por cima, um tecto falso gradeado, a grade das varas para curar o enchido, do qual pendiam teias e aranha trapezistas e cenários invisíveis, o nosso palco das comédias, no qual o meu primo Marcelino, ilusionista amador, fazia desaparecer a amarela de um ovo de plástico azul, uma chinesice fabricada em Guimarães, oferta de um caixeiro viajante.

Não seguiu o artista a carreira de escamoteador, na primeira escorregadela e face ao insucesso escolar já acumulado, ficou destinado jardinar na fábrica.

   A minha prima Lena,  cantadeira com garra, cantava de lá do alto para a assistência sentada no chão, os outros primos mais novo e alguma vizinhança, os êxitos da onda média do rádio clube. 

   Ao entrar no liceu também ela abandonou a carreira artística, enveredando mais tarde com sucesso, por medicina.

   Nunca tínhamos visto televisão, sabíamos da televisão por fotografias no Diário de Notícia, mas algo desassossegados para entender como era, foi nesse palco de granito que se montou, sobre a mesa pequena, uma caixa esvaziada das camisolas interiores de manga comprida trazida da loja, com dois botões desenhados a lápis de cor, um arame por cima em forma de v, e no meio um buraco onde cabia, a  assomar, uma amável cabeça.

   A nossa primeira televisão foi essa Caixa.
Publicado por bocadesino às 09:24:00 - Sem comentários

26 December

Uma caixa

   Naquele ano, por uma qualquer razão meteorológica, no dia doze de Novembro, as cegonhas não fizeram entregas. Por isso nasci dentro de uma caixa.

   Juro que nasci dentro de uma caixa, era os meus pais a dizerem e a minha irmã, mais velha, mais sensata, melhor aluna e a minha encarregada de educação, a abonar a procedência mostrando-me inclusive essa caixa.

   Uma caixa que andou anos no sobrado de casa, na qual ela tinha muito penhor pois pudera, acondicionava-lhe os frascos do xarope da tosse, as latas das pastilhas rotter, as caixas da farinha Amparo e os pacotes do bicarbonato vazios, das suas meninices predilectas, premonição do sacerdócio que haveria de seguir nas Farmácias.

   Na caixa, muito maior que um recém nascido, figurava um boneco de um homem gorducho, de braços abertos, fato e gravata, e tinha escritas sete letras vermelhas que ainda hoje me soam nos ouvidos, Grundig.

   Quando as brincadeiras de cinzelar receitas e aviar remédios acabaram, o espólio farmacêutico foi despejado no crematório, e a caixa esvaziou.

   Daí passou a guardar os acessórios da matança, por pouco tempo.

   Com as obras na casa, o sobrado não foi poupado, e numa tarde de verão, em voos acrobáticos de labaredas fugidias, novelos de fumo acre enrolado pelo vento, mil folhas de cinza pelo ar e folhas apenas de cartão chamuscado espalhadas no quintal, elevou-se serenamente a caminho do céu a Caixa.


Publicado por bocadesino às 09:20:00 - Sem comentários

15 December

O que eles dizem ...

 

... sobre a arca atoalhada do mais puro linho apresentava-se o folar, rimas de queijos e de bolos, pratos de ovos, ou moedas entaladas em laranjas, à falha destas, em peros...

 

Aquilino Ribeiro 


Publicado por Pau de Giz às 19:17:00 - Sem comentários

Restaurantes na A23

- CABAÇA'S - em Videla

 Direcção : Lisboa - última saída, virar na direcção Alcanena

 Direcção : Guarda - primeira saída, virar direcção Alcanena

Para chegar lá, na placa VIDELA - duzentos metros à frente, num cruzamento - o Restaurante fica à esquerda, bem visível. 

Distância da A23 ao restaurante - 1,5 kms 

Comida caseira. Pratos do dia : muito variados, joelho de porco, frango à Guia, iscas à portuguesa...

Na mesa : presunto, chamuças, rissóis queijo. 

Sobremesa recomendada : encharcada.

Boa carta de vinhos. A preços que não assustam. O vinho da casa também é bom.

Preço médio : € 8,50

Serviço : colorido, originário de Leste e de África. 

Encerra ao domingo. 

Recomendam-se ainda ( ao lado, no café as sandes de carne assada, a sopa de pedra ou os pãozinhos com chouriço. 

E não digam que vão daqui... 


Publicado por bocadesino às 18:33:38 - Sem comentários

14 December

Falando de alheiras

Um amigo  cujo nome não vem ao caso, lá do norte, ensinou-me a melhor maneira de fazer as alheiras. Nada como as que comemos por aí em qualquer restaurante. A boa alheira requer tempo a ser cozinhada. Fura-se primeira com uma agulha. Muitos furos, por onde há-de sair a gordura. Planta-se dentro de uma frigideira, sem qualquer gordura (a gordura que ela vai libertar é mais que suficiente) e a uma temperatura baixa. Se for numa placa eléctrica, numa escala de 1 a 5, ponha-se no dois. Este processo de fritura, dura pelo menos uma hora. Por isso, calminha,  aproveite-se o tempo a beber uns copos e um queijinho de entrada.

Quando já houver uma certa gordura resultante da fritura, recolha-se para uma molheira - a alheira deve frigir sempre com o mínimo de gordura. Nem é preciso dizer que, a meio tempo, se volta. Neste processo, por vezes a alheira rebenta. Não é bonito, mas come-se na mesma.

Ao mesmo tempo cozem-se umas batatas com pele, e em panela separada uma genuina couve portuguesa e algum nabo.

No final, pela-se a batata que vai acompanhar com, com as restantes verduras, a alheira. A gordura que se foi retirando da sertã é a que serve para temperar a batata. Acompanha com um vinho do Douro encorpado.

Um prato divinal, se a alheira for de boa qualidade (as melhores que eu compro são as da charcutaria  Manuel Tavares, fundada em 1860, sita entre a Praça da Figueira e o Rossio (ir à charcutaria Manuel Tavares é um acto de cultura e não só gastronómica..). A talhe de foice, diga-se que também lá compro os melhores figos secos (as passas). O figo preto de Torres - excelente - por uns míseros 2 euros e meio o quilo. E ainda há quem pense que o barato se encontra nas grandes superfícies...

Bom apetite


Publicado por boladeberlim às 12:56:00 - Sem comentários

13 December

Rádio Marginal - a melhor música jazzy

Toda a vez que vou a Lisboa, no carro ou em casa, a Rádio Marginal, a rádio da Linha de Cascais é mesmo a que me faz companhia. Uma rádio de um extremo bom gosto musical, sem mácula.

É uma rádio local (LX) mas que também podemos ouvir em qualquer lugar onde haja Internet. Experimentem que vale mesmo a pena:

http://www.marginal.fm


Publicado por boladeberlim às 21:56:27 - Sem comentários

12 December

Sabedoria popular

 

É leve o fardo em ombro alheio...


Publicado por Pau de Giz às 21:00:00 - Sem comentários